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Nuno Cortez numa conversa individual de acompanhamento
Ética e limites

O teu caminho.
A tua voz. A tua liberdade.

Um processo profundo precisa de uma relação em que possas perguntar, escolher e dizer não. Conhece os compromissos que protegem a tua autonomia, a tua privacidade e o teu ritmo no Código Vital®.

Consentimento contínuoPrivacidadeRespeito pelo teu ritmo
Uma relação de confiança

Consciência para que cada pessoa possa participar com liberdade.

Uma prática responsável começa antes da primeira técnica. Começa quando existem objetivos compreendidos, papéis claros, consentimento e espaço real para perguntar, escolher ou parar.

Seis compromissos

O que cada pessoa deve poder esperar.

Princípios que se tornam visíveis na relação, nas decisões e na forma de conduzir todo o processo.

  1. 01

    Ser recebida com dignidade

    Com respeito pela sua história, cultura, identidade, convicções e circunstâncias, sem discriminação.

  2. 02

    Manter a sua autonomia

    Definir objetivos, colocar limites, recusar propostas, interromper uma prática ou terminar o processo.

  3. 03

    Escolher com informação

    Compreender finalidade, forma de trabalho, limites, registos e uso de dados. O consentimento é contínuo e pode ser retirado.

  4. 04

    Encontrar competência e prudência

    Receber acompanhamento dentro da formação demonstrada pelo facilitador, com supervisão quando necessária.

  5. 05

    Ouvir hipóteses com honestidade

    Distinguir observações, interpretações e hipóteses, sem transformar leituras ou instrumentos em verdades sobre a pessoa.

  6. 06

    Ter a segurança em primeiro lugar

    Contar com um ritmo responsável e com encaminhamento qualificado quando a situação pede outro tipo de apoio.

Facilitador a acompanhar uma experiência de desenvolvimento humano
Presença profissional

Saber acompanhar também é saber reconhecer um limite.

A qualidade do processo depende da preparação de quem facilita, da capacidade de adaptar a proposta e da humildade para pedir supervisão ou encaminhar.

  • Identificar com consciência a função, a formação e o âmbito profissional.
  • Manter aprendizagem contínua e rever a própria prática.
  • Gerir conflitos de interesse que possam limitar liberdade ou imparcialidade.
  • Encaminhar perante risco, sofrimento significativo ou necessidade clínica, social ou jurídica.
Da intenção à prática

Responsabilidade em cada momento do percurso.

01

Antes

Acordar objetivos, papéis, duração, honorários, cancelamento, contacto entre sessões e condições de término.

02

Durante

Adaptar o ritmo aos recursos e ao contexto da pessoa. Nenhuma prática é imposta nem usada para ultrapassar uma recusa.

03

Ao interpretar

Usar perfis, Revelation, CVI e outros instrumentos como pistas contextuais para reflexão, nunca como rótulos, causas ou destinos.

04

Quando é preciso parar

Interromper ou limitar o trabalho quando faltam condições de segurança e procurar o apoio adequado à situação.

Privacidade e relações

O que é partilhado merece cuidado.

Confiança não significa acesso ilimitado. Significa saber o que é recolhido, porque é necessário e como será protegido.

Confidencialidade

A informação partilhada é protegida e os limites legais são explicados antecipadamente.

Dados e registos

Recolhe-se apenas o necessário, com finalidade, acesso e prazo definidos segundo a legislação aplicável.

Histórias, imagem e voz

O uso de testemunhos ou elementos identificáveis exige consentimento específico, livre e documentado.

Equipas e organizações

Fica claro quem contrata, quem participa, que informação pode ser devolvida e o que permanece confidencial.

Comunicação com integridade

Uma viagem profunda preserva sempre a liberdade de quem a vive.

O regresso à Essência é apresentado como exploração interior e integração na vida, nunca como revelação externa de uma identidade, origem ou destino. Formação, experiência, preços, condições e resultados são comunicados de forma verificável, sem usar medo, autoridade ou garantias de cura.

O nome, os instrumentos e os materiais do Código Vital são utilizados dentro das autorizações concedidas. Uma certificação para facilitar o método não concede automaticamente autorização para o ensinar, sublicenciar ou criar derivados.

Responsabilização

Se algo não parecer certo, existe uma forma de o comunicar.

Uma preocupação sobre a conduta de um facilitador pode ser enviada ao Instituto com os factos, datas e elementos relevantes. A situação é analisada com discrição, direito de resposta e medidas proporcionais, sem substituir autoridades, ordens profissionais ou vias legais competentes.

Comunicar uma questão ética
Um compromisso vivo

A ética acompanha cada escolha.

Está na forma como se escuta, como se apresenta uma hipótese, como se respeita um não e como se reconhece o momento de parar. Facilitar o Código Vital implica presença, humildade e responsabilidade pela qualidade da relação.