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Equipa de investigação a analisar entrevistas e informação científica

Research Workflow Lab

Inteligência artificial aplicada aos processos de investigação.

Construímos workflows, ou fluxos de trabalho, assistidos por inteligência artificial para reduzir trabalho manual, organizar dados e acelerar processos de investigação, protegendo a confidencialidade, a integridade científica e a responsabilidade humana.

Acelerar processos. Proteger os dados. Preservar o rigor.

A conversa inicial não implica a partilha de dados, entrevistas, datasets, documentos inéditos ou material confidencial.

Contexto

A inteligência artificial já faz parte do processo científico.

A IA já apoia investigadores na descoberta e organização de literatura, preparação e análise de dados, transcrição, classificação, reconhecimento de padrões, simulação e comunicação de resultados. A utilização cresce em várias áreas científicas, com níveis diferentes de maturidade, risco e impacto.

O valor não está apenas na ferramenta. Está na forma como cada utilização é integrada no método científico, nos dados, na infraestrutura institucional e nas decisões dos investigadores.

A

Descoberta e revisão

Pesquisa semântica, triagem, extração, comparação e classificação de publicações.

B

Preparação dos dados

Transcrição, organização, limpeza, anonimização, pseudonimização e versões.

C

Análise assistida

Codificação qualitativa, matrizes, padrões, imagens, dados complexos e hipóteses.

D

Comunicação e rastreabilidade

Resultados, fontes, relatórios, disseminação, decisões, referências e outputs.

O Research Workflow Lab integra as utilizações adequadas num processo concreto e articula o workflow com as plataformas científicas e as competências especializadas da instituição.

O problema

A capacidade tecnológica cresceu mais depressa do que as regras para a utilizar.

Tarefas preparatórias demoradasInformação e decisões dispersasDados em vários ficheiros e plataformasFerramentas sem arquiteturaFalta de controlo de versõesOutputs difíceis de validarDados sem enquadramentoProcessos difíceis de reproduzirDependência de fornecedoresFalta de regras institucionais

Uma ferramenta pode produzir um resultado tecnicamente impressionante e criar problemas de confidencialidade, integridade científica, enviesamento, propriedade intelectual ou reprodução.

Antes de integrar IA, é necessário saber que dados entram, onde são processados, para que podem ser utilizados, quem valida e como ficam documentadas as decisões.

Aplicações

Um processo real. Um workflow que a equipa consegue compreender, validar e reutilizar.

Conhecimento e documentos

  • Revisão, triagem e organização da literatura
  • Extração estruturada de informação científica
  • Organização documental e controlo de versões

Dados e corpus

  • Transcrição com sinalização de baixa confiança
  • Anonimização e pseudonimização
  • Preparação de dados e corpus qualitativos

Análise assistida

  • Apoio à aplicação de codebooks
  • Comparação de participantes, códigos, temas e excertos
  • Respostas abertas e matrizes temáticas

Rastreabilidade e disseminação

  • Ligação entre afirmações, fontes e versões
  • Relatórios, apresentações e disseminação
  • Registo de correções, validações e decisões

A IA não escolhe a metodologia, não decide autonomamente códigos ou temas e não realiza a interpretação científica final.

Método

Da compreensão do processo à utilização responsável pela equipa.

01

Diagnóstico

Compreender processo, dados, responsáveis, dificuldades e resultado pretendido.

  • Mapear tarefas, decisões e dados
  • Classificar sensibilidade e riscos
  • Identificar utilizadores, autorizações e responsáveis
  • Definir critérios de sucesso

Resultado

Âmbito, dados, riscos, responsáveis e critérios clarificados.

02

Piloto controlado

Construir e testar num ambiente delimitado e autorizado.

  • Desenhar arquitetura, ambiente e acessos
  • Testar com amostra autorizada
  • Verificar outputs, erros e correções
  • Comparar tempo, qualidade e rastreabilidade

Resultado

Piloto funcional e evidência para decidir se deve avançar.

03

Implementação e transferência

Preparar utilização responsável e sustentável pela instituição.

  • Validar e documentar o workflow
  • Definir regras, responsabilidades e revisão
  • Capacitar a equipa e registar decisões
  • Preparar continuidade e transferência

Resultado

Workflow validado, documentado e compreendido pela equipa.

O projeto só avança entre fases quando existem âmbito, responsáveis, autorizações e critérios de validação claros.

Utilização responsável, segurança e governação

Antes de escolher a ferramenta, é preciso compreender os dados, o contexto e o risco.

Integridade científica

Fontes e referências verificadas, versões, reprodutibilidade, transparência, autoria humana e separação entre output e decisão.

Ética

Participantes, enviesamentos, representação, diferenças culturais, erros de classificação, limites e pareceres aplicáveis.

Privacidade

Finalidade, licitude, minimização, conservação, direitos, avaliações de impacto, transferências e papéis das entidades.

Confidencialidade e propriedade intelectual

Entrevistas, manuscritos, candidaturas, documentos inéditos, retenção, treino de modelos, fornecedores e terceiros.

Segurança e infraestrutura

Ambientes aprovados, locais ou privados, acessos mínimos, encriptação, registos, incidentes, continuidade e portabilidade.

Legislação e governação

RGPD, Lei n.º 58/2019, Regulamento Europeu da IA, regras setoriais, políticas, ética, jurídico, segurança e financiadores.

Nenhuma solução é apresentada como segura ou conforme por defeito. A conclusão depende do tratamento real, contratos, arquitetura, medidas técnicas, políticas e autorizações aplicáveis.

Remover nomes não torna automaticamente os dados anónimos. Dados pseudonimizados continuam a ser dados pessoais quando existe possibilidade de reidentificação.

Referenciais éticos e legais

Princípios

Acelerar sem perder o controlo.

Dados mínimos e autorizadosFinalidade definidaAmbiente adequado ao riscoAcessos controladosResponsabilidades identificadasDecisões documentadasOutputs verificáveisSupervisão humanaTransparência na utilizaçãoGovernação institucionalInterpretação pelos investigadores

Entregáveis

Um workflow funcional, acompanhado pelas regras e documentação necessárias.

Os entregáveis dependem do processo, dados, infraestrutura e risco. Um projeto não inclui obrigatoriamente todos.

Mapa do processoInventário e classificação dos dadosMatriz de riscos e salvaguardasArquitetura propostaWorkflow funcional e piloto validadoCritérios e registo de testesRegras de utilizaçãoDocumentação técnica e operacionalRegistos de versões e decisõesPlanos de capacitação, transferência e continuidade

Exemplo

Da entrevista a uma matriz temática rastreável.

A IA pode apoiar a organização e comparação. Não decide autonomamente códigos, temas ou interpretação final.

  1. Receber dados autorizados no ambiente definido
  2. Transcrever e sinalizar baixa confiança
  3. Separar identificadores
  4. Aplicar regras de proteção aprovadas
  5. Organizar o corpus
  6. Conservar a ligação entre versões
  7. Apoiar a aplicação do codebook
  8. Comparar participantes, códigos, temas e excertos
  9. Construir matrizes ligadas às fontes
  10. Registar correções, validações e decisões

Limites

O que o projeto faz e o que continua humano.

Continuam humanos

Pergunta de investigação, método, critérios científicos, decisões éticas, codificação final, interpretação, autoria, validação, conclusões, decisão institucional e responsabilidade científica.

O projeto não oferece

Investigação sem investigadores, ghostwriting, referências fabricadas, interpretação autónoma, metodologia automática, conformidade garantida ou substituição de estruturas de ética, proteção de dados, estatística e cibersegurança.

FAQ

Perguntas frequentes.

A IA passa a realizar a investigação?

Não. Apoia tarefas delimitadas. Pergunta, método, interpretação, autoria e responsabilidade permanecem com os investigadores.

É uma formação em IA?

Não. É um projeto aplicado a um processo real. A capacitação necessária para utilizar o workflow faz parte da transferência.

É obrigatório instalar modelos localmente?

Não. O ambiente depende dos dados, risco, contratos, infraestrutura e políticas institucionais.

A pseudonimização torna os dados anónimos?

Não. Se puderem ser associados a uma pessoa através de informação adicional, continuam a ser dados pessoais.

Como é tratada a conformidade?

São documentados tratamento, papéis, arquitetura, contratos, riscos e salvaguardas, em articulação com as estruturas competentes da instituição.

É preciso enviar dados no primeiro contacto?

Não. Basta descrever o processo e a natureza geral dos dados.

Que processos podem ser analisados?

Processos institucionais de investigação com tarefas delimitáveis, responsáveis identificados e um resultado verificável a melhorar.

Como é preparada a proposta?

Após a conversa inicial, o investimento é apresentado sob proposta e depende do processo, volume e natureza dos dados, sensibilidade, infraestrutura, arquitetura, utilizadores, piloto, integrações, documentação e capacitação.

Primeiro contacto

Em que parte do processo está a sua investigação a perder mais tempo?

Identifique o processo, a equipa e o resultado pretendido. Avaliamos se existe um caso adequado para o Research Workflow Lab e quem deve participar na decisão.

Não envie dados pessoais, entrevistas, datasets, documentos inéditos ou material confidencial no primeiro contacto.